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Bipolar busca pessoas interessantes para amizade internética séria

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19
Dez18

A Lei da Atracção e os posts prometidos

Bipolar

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Ora, vamos então falar um pouco acerca de uma das minhas leituras mais recentes: o livro "Lei da Atracção", de Michael J.Loisier.

O autor procura explicar de forma mais ou menos sumária alguns fundamentos científicos muito elementares para sustentar esta lei, que é uma realidade inegável. O difícil é controlá-la e pô-la a funcionar a nosso favor e a favor do que pensamos ser os nossos desejos. O que este processo tem de enriquecedor e espiritualmente estimulante, é que somos convidados, por este processo, a descobrir os nossos verddeiros desejos, as verdadeiras necessidades da nossa alma. Por vezes, ao lermos o livro "O Segredo", de Rhonda Byrne, parece que o que nos está a ser vendido é uma espécie de varinha de condão que faz com que apareça, aqui e agora, qualquer coisa que nós desejemos. Ora, obviamente não é de nada disso que se trata. 

 

O facto de sentirmos que desejamos algo e apenas esse desejar pode ser o suficiente para que algo aconteça, faz-nos prestar mais atenção ao que desejamos. Faz-nos tentar perceber como desejamos, para podermos desejar mais coisas, já que as podemos obter. Isso significa um movimento de introversão e análise do que nos vai na mente e dos nossos próprios sentimentos extremamente interessante. Vai levar-nos a aprofundar o que pensamos acerca desse desejo. Tudo é superficial e inconsequente até ser levado a sério. Pois bem, este processo permite que os nossos desejos sejam levados a sério. Isso obriga-nos a perceber se devemos perder tempo e gastar energias com certos desejos e também nos obriga a estabelecer prioridades para as coisas que desejamos ver entrar na nossa vida.  

 

Por outras palavras, somos levados a desfazer-nos de todos os desejos superficiais, daqueles que não fazem, na realidade, grande sentido. E aí encontramos paz. Os desejos superficiais, falsos desejos na realidade, que muitas vezes nos são inculcados pela publicidade, são muitas vezes carregados por todos nós como motivos de insatisfação, quando nem desejos de verdade são.

 

Eu não quero dinheiro. Eu quero fazer esta ou aquela viagem, eu quero comprar este ou aquele carro, eu quero ter esta ou aquela experiência. Digo que quero dinheiro porque acho que esse é o veículo para conseguir o que quero. Mas não é dinheiro que eu quero. Não consigo comer ou vestir as notas ou os extractos bancários chorudos. Muitas vezes, também não quero o carro; quero a forma como ele me faz sentir, quero o facto de se tratar de um objecto que me faz sentir importante e poderoso, quero a forma como os outros olham para mim, com respeito e admiração. Posso endereçar ao Universo mais estes pedidos: quero ser admirado, respeitado, importante e poderoso. Mas depois também percebo que sou respeitado por quem realmente interessa e, se calhar, o que tenho de fazer é uma melhor triagem das pessoas na minha vida. Quem realmente interessa, acha-me importante, quem realmente interessa, admira-me.

 

Certo. Mas e se as  coisas não forem assim tão simples? E se, por exemplo, eu estiver a falar do ambiente laboral, onde as pessoas com quem convivo me são impostas, e eu não posso fazer a tal triagem? Então aí, talvez, sim, seja válido esse desejo. Então, aí está algo pelo qual eu posso trabalhar: ser respeitado, ser admirado, já que isso pode facilitar o meu trabalho, pode levar a que eu preste um melhor serviço. É toda esta reflexão que é necessário realizar-se e que leva à concretização de um desejo. Quando estamos convictos de que algo é realmente bom para nós, e é o que realmente necessitamos, a coisa acaba por acontecer. 

 

No livro "A Lei da Atracção", podemos ler a seguinte frase, na sequência do que eu disse logo no início do post: o autor tentar dar alguma explicação para o facto de "atrairmos" esta ou aquela situação. Já vimos que não é uma coisa pura e simples e que tem a ver com os nossos processos mentais, com o nosso diálogo interior, com as nossas crenças. Diz-nos Michael J. Loisier: "Há uma base fisiológica para o pensamento positivo e para os seus efeitos na criação da Lei da Atracção. Há muitas formas de energia: atómica, térmica (...). A energia nunca poderá ser destruída. Como sabe, toda a matéria é constituída por átomos e cada átomo possui um núcleo (...) à volta do qual orbitam electrões. Os electrões nos átomos, deslocam-se em determinados (...) níveis de energia que garantem a estabilidade do átomo. (...) Quanto às vibrações, se os átomos estiverem alinhados criam uma força motora, movendo-se todos na mesma direcção, como acontece com os metais (1) que podem ser magnetizados através do alinhamento das suas moléculas na mema direcção. Esta criação de pólos positivos e negativos é um facto da Natureza (...) se há leis físicas que podem ser observadas e quantificadas numa área, existe uma grande probabilidade de haver leis semelhantes noutras áreas (...)"

 

Se há pólos negativos e positivos cujos efeitos conseguimos compreender e observar no mundo físico, é perfeitamente plausível que a nossa mente possa criar, também ela, algum tipo de energia positiva ou negativa, consoante a Natureza dos nossos pensamentos e, por conseguinte, dos nossos sentimentos.  

 

(1) É o caso da corrente eléctrica, por exemplo, que se propaga pelo cobre, que é um metal. 

09
Dez18

A Lei da Atracção - Michael J. Loisier

Bipolar

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Este autor menciona que o seu livro é uma forma de clocar em prática um outro livro: o conhecido "Segredo", de Rhonda Byrne. Mas creio ser bastante mais que isso. Li muitos livros de auto-ajuda, mas nunca "O Segredo". Não consegui lê-lo sem que me passasse a sensação de venda da banha da cobra, embora eu saiba, racionalmente, que esse meu ponto de vista se trata de um mero preconceito. Tudo o que puder ajudar ao nosso bem-estar, é bem-vindo. Se a leitura de "O Segredo" nos ajudar a conseguir controlo sobre a nossa vida, isso é simplesmente excelente. Do contacto que tive com o livro que mencionei, achei que estava muito focado em bens materiais e sucesso, sem se preocupar em ajudar o leitor a buscar por valores mais verdadeiros, sem os quais me parece que qualquer definição de felicidade acaba por falhar. No entanto, sei por experiência própria que este tipo de estratégias, quando utilizadas mesmo que com objectivos fúteis, acabam sempre por nos levar a lugares mais profundos de nós mesmos. Com o tempo acabamos a perceber que se tratam de ferramentas importantes que podemos usar naquilo que realmente interessa. 

 

Quanto a mim, o que de mais importante se consege retirar do livro "O Segredo", é mesmo o segredo em si, que, na verdade, há muito não é segredo nenhum para os psicólogos: trata-se do sentimento de gratidão. Um sentimento positivo elevado, que pode operar verdadeiros milagres quer ao nível da nossa saúde mental, quer ao nível da nossa saúde física. Ainda antes de a Sra. Rhonda ter escrito o seu livro, já os psicólogos mandavam os seus pacientes fazerem uma lista diária de tudo aquilo pelo qual se poderiam sentir gratos em cada dia. É, de facto, um sentimento poderoso, que nos ajuda a manter um estado mental positivo. 

 

Entretanto, Michael J. Loisier, sugere-nos ferramentas muito efectivas e simples para utilizar o conceito que subjaz ao livro "O Segredo", mas de forma que me parece muito mais abrangente e, eu diria até, sensata. No fundo, tudo isto são questões neurolinguísticas, em que se usa a linguagem para condicionar a mente e alterar o seu funcionamento. Nos próximos posts procurarei dar-vos conta do essencial do que é mencionado neste livro de Michael J.Loisier.

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