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Bipolar busca pessoas interessantes para amizade internética séria

Bipolar busca pessoas interessantes para amizade internética séria

10
Dez18

Mais do que quer e menos do que não quer

Bipolar

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Utilizar a programação neurolinguística para modificar as nossas vidas, significa antes de tudo o resto, usar a linguagem para condicionar a mente (ou melhor, libertar a mente). Tenho alguma facilidade em, focando o que quero, ir conseguindo isso mesmo aos poucos. Consegui habituar a minha mente a isso, a funcionar dessa forma. Dizendo assim, parece que sou um privilegiado e que devo ter a vida muito facilitada. Afinal, consigo tudo o que quero! Não é bem assim. Além de nem sempre ser fácil ter a força anímica para olhar a vida de frente e dizer quem é que manda, por vezes o grande problema não é conseguir-se o que se quer ou não; o problema é dominar os acontecimentos negativos que insistem em surgir, ou seja, dominar o que não se quer. Há, então, que saber distinguir entre aquilo que não tem importância e simplesmente descartar e não dar atenção, e aquilo que apesar de negativo e que, talvez, nós preferissemos conseguir ignorar até que se fosse embora, não só não vai embora, como começa a tomar proporções preocupantes. 

 

Creio tratar-se mesmo de uma questão de energia. A Teoria da Relatividade de Einstein pode ter algumas falhas, mas desde que foi formulada, creio não existirem dúvidas em como a realidade que nos rodeia se trata de diferentes formas de manifestação de energia. Os objectos são, na verdade, constituídos por partículas que não passam, elas mesmas, de energia. A realidade material, os acontecimentos, até mesmo a nossa consciência, tudo é feito de energia que se manifesta das mais diversas formas. A mente humana, sendo ela também energia, consegue manipular o mundo material; afinal, estão em conexão. A questão aqui pode ser o como, e aí é que pode residir alguma da dificuldade, uma vez que todas as mentes humanas são diferentes e cada uma terá, certamente, a sua forma que, ainda por cima, se pode alterar consoante o momento da vida da pessoa.

 

"Atrair" coisas positivas (ou que julgamos positivas) para a nossa vida, é um facto relatado por muitas pessoas, que conseguiram encontrar as ferramentas certas para funcionar com a sua mente.  Todos conseguimos, a questão é que nem sempre encontramos facilmente as ferramentas adequadas para condicionar (libertar) a nossa mente. No entanto, afastar as coisas negativas parece ser menos mencionado e, pelo menos a mim, surge-me como, eventualmente mais difícil. Ao pensarmos em algo, estamos a atraí-lo - e isto é um facto! Ao pensar em algo, estamos a fornecer-lhe energia. Já não encaro como extraordinário o facto de pensar numa pessoa e ela ligar-me no dia seguinte, pois simplesmente está sempre a acontecer-me. Mas e se eu não quiser que a pessoa me ligue? Irá dar no mesmo, pois mesmo que eu me diga a mim mesmo que não quero, o facto é que a pessoa acabará por ligar. 

 

O ideal, neste tipo de situações, é encontrar o oposto e tentar atraí-lo. Por exemplo, se estou doente, não vou pensar "não quero estar doente, afasta-te doença". Vou pensar que quero saúde e isso pode tornar-se bastante viável. Mas nem sempre isso é possível, como na questão do telefonema que mencionei anteriormente. Como fazer, então, para afastar as situações que não desejamos, que percebemos serem formas destrutivas de aprendizagem? Por exemplo, as pessoas que não queremos, que nos fazem mal e das quais não conseguimos criar distância, ou por nos encontrarmos emocionalmente dependentes delas, ou por simplesmente a convivência com elas nos ser imposta? O que fazer nestas situações?

 

A resposta é complexa, mas tentarei ser sintético: por vezes, temos mesmo de mergulhar na situação negativa, não a ignorando nem evitando, pelo contrário. Temos de a tentar compreender, perceber qual parte de nós necessita dessa siuação e qual o motivo para isso. Nada vem para nós que não corresponda a uma necessidade de evolução nossa; a questão é que podemos conseguir exactamente a mesma evolução através de situações positivas e construtivas, talvez mais lentas, mas muitas vezes preferíveis às negativas e destrutivas. Que parte de nós precisa de evoluir através do sofrimento criado pela situação negativa? 

 

Ao sentirmos que nos falta algo, seja por falta de algo positivo, seja por excesso de algo negativo, estamos a enfrentar situações carentes de energia - e precisam que esta lhes seja fornecida através da nossa mente e da nossa atenção. Escrever frases acerca de uma situação positiva que gostaríamos de viver, ou frases que contrariem uma situação negativa que não gostaríamos de viver, são formas de fornecer energia onde ela está em falta e de procurar um novo equilíbrio.

 

O livro que mencionei em posts anteriores ("A Lei da Atracção"), propõe-se a fornecer-nos ferramentas para conseguirmos mais do que queremos e menos do que não queremos. Ignorar a situação negativa, quanto a mim, deve ser sempre por onde devemos começar. Se a situação for embora por si, porque não a estamos a alimentar, então essa é a situação ideal. No entanto, se ela estiver implantada no nosso "espírito", se houver uma necessidade nossa de conseguir evolução através dessa situação, ela não desaparecerá, exigindo cada vez mais energia e atenção da nossa parte - é preciso dar-lha. Falarei dos instrumentos e ferramentas propostos por este livro nos próximos posts.

08
Dez18

As coisas que a minha doença me ensinou

Bipolar

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Impossíveis de enumerar num único post, num único dia. Farto da medicação, e já com conhecimentos de psicologia, achei que um ramo emergente, a Programação Neurolingística, me poderia ajudar. Irritavam-me os títulos que prometiam altos desempenhos aqui ou ali, empresas prosperando, competitividade, competitividade. Ainda hoje é a isso que a PNL surge mais associada, o que me parece um desperdício. O organismo humano não foi feito para viver de emoções básicas, como a competição. O que o faz atingir a saúde e a longevidade, são os sentimentos elevados. Os chamados sentimentos positivos. Como a cooperação, contrária à competitividade. A bibliografia a esse respeito nunca mais acaba, é muito fácil comprovar o que digo, se bem que me parece tanto óbvio como intuitivo.

 

Aprender a falar comigo mesmo, controlar os meus pensamentos negativos até ao ponto a que isso se reflectisse nas emoções e as transformasse, foi um trabalho árduo que ainda dura. Tomar consciência de que as palavras que utilizamos quer quando falamos, quer quando pensamos, podem ter impacto directo na nossa saúde e bem-estar (veja-se, a este respeito, o que consta na wikipédia, acerca da PNL), foi um TPC difícil que me trouxe bons frutos. O facto de se tratar de algo inventado por americanos deixou-me algo reticente, mas com o tempo verifiquei que se trata de uma estratégia eficaz. Mas é como tocar um instrumento. Recorri a cadernos onde escrevo afirmações positivas que me fazem sentir bem ao escrevê-las. No entanto, isso não se revelou suficiente e compreendi que o meu diálogo interno a cada momento pode fazer toda a diferença (como introvertido que sou, o meu diálogo interno é constante e intenso). Tive de aprender a interceptar, a cada instante, os pensamentos negativos e de tentar encontrar palavras, argumentos, pensamentos positivos que contrariassem a negatividade que estava a sentir. É muito difícil. Uma pessoa está a tentar prestar atenção ao mundo exterior, ao que está a fazer no momento, ao que vai fazer a seguir... Ainda mais prestar atenção ao que se está a pensar e, pior ainda, procurar exercer juízo crítico acerca do que se está a pensar e controlar esses mesmos pensamentos? Efectivamente, é como um instrumento: requer horas de prática e treino. Mas consegue-se. Com o tempo evolui-se e todo esse trabalho acaba a reflectir-se no nosso bem-estar interior e isso, por sua vez, reflecte-se no exterior. Passei de um bipolar grave a um bipolar suave que nem sempre precisa de medicação, graças a esta estratégia.

 

Agora há cursos a ensinar coisas complexas relacionadas com a PNL. São absolutamente válidos e muito interessantes; eu mesmo frequentei vários. Mas a bem da verdade, basta ler uns quantos livros da Louise Hay ou de outros nomes da velha guarda da auto-ajuda, para ver lá explicado, de forma muito simples, como tudo funciona. Eu posso tentar explicar aqui, mas não sei se conseguirei ser tão objectivo quanto a Louise em vários livros. 

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