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Bipolar busca pessoas interessantes para amizade internética séria

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10
Dez18

Casados à primeira vista - sim, porque eu também sou psicólogo!

Bipolar

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Não consigo resistir a comentar este programa. Nunca fui fã de reality shows e sempre tive até um certo preconceito a respeito, não me permitindo desperdiçar tempo com coisas que eu achava fúteis (fossem ou não; não sei, não podia saber, porque não via). Mas não sou uma pessoa preconceituosa e acho que sei manter a minha mente aberta e espírito crítico. Confesso que o conceito me chocou: mas então estes primeiro casam e depois é que se conhecem? Confesso a minha estupefacção. Mas lá comecei a ver. Sempre me chocou a ideia de forçarmos relacionamentos. Jantares planeados, sites de encontros, tudo isso me pareciam últimos e desesperados recursos. Mas compreendo que, depois de muito se tentar e não se conseguir encontrar alguém que nos aqueça os pés nos dias frios, se enverede por esse tipo de caminho menos "natural". 

 

Comecei a perceber que não se trata de uma futilidade absoluta. Certamente visa ter grandes audiências, mas trata-se de um programa onde eu consigo ver utilidade para essas mesmas audiências. Num tempo onde já ninguém tem tempo nem paciência para lutar por uma relação, aqui a pressão é colocada, entre outros factores, pela visibilidade que tudo ganha naquele contexto. Já que o amor não é ingrediente suficiente para fazer uma relação singrar, será que o acompanhamento psicológico constante, nem que seja apenas durante algum tempo, assim como a pressão da visibilidade do que se faz, conseguem o que o amor não consegue?

 

Confesso-me curioso para saber do desfecho de alguns casais que ali se encontram. Confesso que gostaria de chegar a conclusões relativamente à questão que acabei de colocar. Será que é uma fórmula de sucesso para os concorrentes, ou será apenas um gerador de audiências fugaz? A imprensa bem tenta os seus sensacionalismos, bem tenta ganhar dinheiro à custa do que se passa, mas pelos vistos, os concorrentes assinam uma cláusula em como terão de pagar uma multa enorme no caso de deixarem sair alguma coisa cá para fora. E acho muito bem, ou os comportamentos seriam alterados e a experiência comprometida. 

 

Não tenho tempo para acompanhar o programa na totalidade. Muita coisa me falha; jamais deixaria que um qualquer programa de TV me levasse a inverter prioridades (se nem os jogos de futebol o fazem). No entanto, confesso que o casal que mais frenicoques me tem feito é o Hugo e a Ana. Um dia destes, os psicólogos mencionaram a postura machista do Hugo, que se fez sentir logo de início e logo de início afastou a Ana. 

 

Correndo o risco de parecer eu mesmo machista e não querendo de todo sê-lo, permitam-me que questione esta premissa. O que é verdadeiro machismo? Um homem polido e elegante que acha que a mulher é que tem obrigação de tratar das coisas da casa (sim senhor, o Sr. José Luís demonstrou verdadeira nobreza ao evoluir para fora desta questão), ou um indivíduo que faz abertamente comentários um bocado brejeiros acerca de mamas e coisas afins, mas depois, na prática, faz tudo para agradar à pessoa que tem à frente?  Conheço alguns homens assim. E realmente esta postura afasta as mulheres, já tenho avisado, mas não parecem ligar muito e preferir manter a sua faceta brejeira (vá-se lá saber exactamente porquê; o Hugo é o exemplo vivo de que só traz problemas a um gajo, sobretudo se quiser parecer interessante aos olhos de uma gaja). Não me parece isto ser verdadeiro machismo, lamento. É certo que as palavras importam, mas acredito que importem mais os actos. É normal que este tipo de forma de estar faça com que uma mulher se sinta objectificada, mas creio que isso só sucede porque a pessoa em causa não consegue ver para lá do aparente. Lá está; se existisse amor, isso sucederia com mais facilidade. Só o amor verdadeiro tem o condão de tornar as pessoas transparentes.

07
Dez18

Escrever

Bipolar

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Venho aqui exorcizar os meus fantasmas. Um psicólogo a buscar terapia. É certo que a melhor forma de nos ajudarmos, é ajudarmos os outros, e é o que faço no meu trabalho, no meu dia-a-dia. Mas escrever leva-nos a um novo patamar de reflexão, sobretudo se houver opiniões e interacções, como suponho que um blogue deva permitir. Pretendo, efectivamente, conseguir aqui um diário dos meus pensamentos, seja quanto a assuntos mais pessoais e profundos, seja quanto a situações da actualidade que me apeteça comentar. Não procuro as confusões típicas da blogosfera, as tricas e os mexericos, nem particular visibilidade. Procuro apenas, de forma mais ou menos anónima, exprimir as minhas ideias e opiniões, nem que seja para eu próprio reler mais tarde e assim relembrar cada momento.

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